Quem disse que a ciência e a religião eram dois mundos completamente incompatíveis?

A provar-nos o contrário, nada melhor que o exemplo de Luís Archer, um padre e biólogo português que nunca precisou de mudar as sua crenças para se tornar num homem da ciência.

                Nascido no Porto a 5 de Maio de 1928, viveu grande parte da sua vida em Lisboa e, aos 21 anos entrou na Companhia de Jesus. Apesar do seu gosto pelas humanidades, licenciou-se em ciências biológicas, a pedido do seu Superior. Mais tarde, a filosofia e a teologia juntaram-se ao seu currículo universitário.

                Estudou, também, nos Estados Unidos, genética molecular, uma nova área da ciência e completamente inexistente em Portugal, introduzindo-a, depois, no plano de estudos Universidade portuguesa.

                Mais tarde, torna-se um dos maiores especialistas na bioética (uma área que trata tanto a ciência como, em parte, a religião e que consiste em estabelecer as barreiras da ciência, separando o aceitável do abusivo).

                Ao longo da sua carreira, recebeu vários prémios, entre eles, o Prémio Manuel Antunes e a Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada.

                Luís Archer morreu no passado ano de 2011, aos 85 anos, sendo relembrado como o padre pioneiro da investigação da genética em Portugal.

Rita Joana da Cruz Roque, nº 15 – 11ºA (1º bacharelato)

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