É caso para lembrar um velho provérbio chinês…

Alterações climáticas, biodiversidade e evolução.

 

A selecção natural, princípio desenvolvido originalmente por Charles Darwin , e que é a base da Teoria Evolucionista, ocorre por influência do meio. A selecção natural é o processo que resulta na escolha de organismos considerados mais aptos, ocorrendo depois uma sobrevivência diferencial e respectiva reprodução diferencial. Assim, os genes que possuem e que codificam as suas características, que os favorecem em detrimento de outros indivíduos que não os possuem, são passados de geração em geração. Desta forma, se altera a frequência de alguns genes criando variabilidade.

Considerando a biodiversidade como um conjunto de genomas , a perda de espécies significa ,não só o desaparecimento destes de forma irrecuperável, mas também o desaparecimento de associações de espécies em níveis de complexidade mais elevados, como ecossitemas e comunidades.

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As alterações climáticas já estão a forçar a biodiversidade a adaptar-se, seja através de mudanças de habitat, alterações nos ciclos de vida, ou o desenvolvimento de novas características físicas. Mas, enquanto umas espécies se adaptam outras desaparecem.

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Há impactes já observados. As grandes extinções em massa, como sendo a extinção dos dinossauros, foram principalmente fruto de alterações climáticas bruscas e intensas. Tudo isto é compreensível se pensarmos que a selecção natural ocorre também por influência do meio. As aves são bons indicadores das alterações climáticas: algumas espécies já adiantaram a sua época de nidificação, outras movem-se, desaparecendo totalmente das suas áreas originais. Segundo os cientistas, a “migração assistida” poderá ser necessária para colonizar novas regiões geográficas à medida que se tornem insustentáveis os habitats de certas espécies.
Todavia, antes de se proceder a uma “migração assistida”, estes cientistas consideram necessário estudar em profundidade todas as variáveis biológicas.
Camille Parmesan, Professora de Biologia na Universidade do Texas, refere que a deslocação de espécies envolve muitos riscos: podem não sobreviver ou tornar-se invasivas ao crescerem desmedidamente sem predadores, em detrimento de espécies nativas dos novos locais. Chris Thomas adverte “que está cada vez mais perto o momento em que teremos de identificar espécies a precisar de protecção e começar a tomar medidas”.

É caso para lembrar um velho provérbio chinês:

O mundo será diferente do actual… e nós viveremos de outra maneira… foi sempre assim e sempre o será.

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3 Responses to É caso para lembrar um velho provérbio chinês…

  1. pt.duarte2 says:

    Este é um tema bastante interessante e útil nos dias de hoje: demonstra mais um dos esforços feitos pela humanidade para reverter os danos que causou. Deste modo, não teremos que alterar drasticamente os nossos modos de vida, mas minimizá-los em termos de perspectivas ambientais.

  2. pt.duarte2 says:

    “O mundo será diferente do actual… e nós viveremos de outra maneira… foi sempre assim e sempre o será. ”

    De facto, é incontornável a brevidade da nossa passagem pelo planeta, no entanto, são decisivos a nossa maneira de ser e o nosso comportamento durante essa passagem.
    Por isso, é crucial o papel que adoptamos face à preservação/destruição da nossa “casa”. Enquanto espécie “dominante” compete à humanidade zelar pela coexistência pacífica e harmoniosa entre todos os indivíduos, nesse sentido, deve adoptar uma conduta que lhe permita obter o melhor desempenho possível, sem nunca pôr em causa a existência das restantes espécies. O que não tem, evidentemente, vindo a fazer.
    É, pois, urgente a sensibilização e consciencialização das gerações presentes para esta realidade, por forma a permitir que gerações futuras (quer da espécie humana, quer das restantes) possam fruir do planeta tal como o conhecemos.

  3. pt.duarte2 says:

    Gostei muito do “post”.
    Está claro, simples e objectivo.
    E mais importante do que isso, dá uma notícia que nos faz refletir. Temos que parar com o nosso egoísmo e dar importância a factos tão trágicos como o desaparecimento de tantos seres vivos por causa dos nossos actos. É muito importante que paremos, reflictamos, e possamos agir no sentido de modificar o nosso comportamento. É nosso dever preservar os seres vivos, e pensar que esta situação pode chegar aos seres humanos, porque, com a subida do nível dos mares, as populações do litoral vão ter que “emigrar” para o interior.

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